Esta "Boa Noticia" aparece nos noticiários em dezembro, na altura do Natal, e até hoje não me saiu da cabeça, creio até, que foi a grande motivadora deste Blog :-)) Monique van der Vorst, é holandesa, tem 26 anos, e poder-se-á dizer que vive hoje uma terceira vida :-)
Esta atleta aos 13 anos, torceu um tornozelo a jogar hoquei.
Esta atleta aos 13 anos, torceu um tornozelo a jogar hoquei.
O que poderia ter sido uma simples lesão, resultou, após erro médico, na paralisia da perna esquerda e passado um ano, na da direita.
" Na época vi que depois da consulta a minha perna ficou roxa e fria. Dias depois parou de fazer qualquer movimento, e nenhum médico conseguiu explicar-me o motivo", disse Monique.
“A minha família tentou tudo o que era possível para eu voltar a andar. Fomos a dezenas de médicos, mas ninguém percebia o que se passava com as minhas pernas”, comentou.
Depois de um grande período deprimida, tentando adaptar-se a uma nova vida, Monique conheceu o desporto paraolímpico, mais precisamente as corridas de cadeira de rodas e o handcycle (corrida de bicicleta onde se pedala com as mãos).

Aos 15 anos participou pela 1ª vez em competição nessas modalidades.
“Naquela altura o desporto deu-me auto-estima. Aprendi a pensar em possibilidades e não em limitações”, disse ela.
Com o desporto, aprendeu a viver com indepedência, e depois de muito treino conseguiu atingir um dos seus objectivos: a medalha nos Jogos Paraolímpicos de Pequim-2008.
A atleta foi prata nas duas modalidades, sendo que no handcyle o ouro não foi conquistado na prova de 40km de estrada por apenas 0,13s.
Em 2009, ela também se destacou no Havai,na prova do Ironman, como uma das poucas atletas da modalidade paraolímpica a completar a prova.
Esta é uma das provas mais difíceis do mundo e consiste em um triatlo de 3,8 km de natação, 180 km de ciclismo e 42 km de corrida ou seja, o equivalente a uma maratona.
Na temporada de 2010,Monique começou a preparação para os Jogos de Londres, em 2012. O objetivo era deixar a segunda colocação para trás e conquistar dois ouros.
No entanto a concretização deste sonho, deixa de ser possivel.....
Dois acidentes mudaram a vida da atleta.
Um primeiro em março deste ano, quando estava a treinar e uma companheira chocou contra ela. O impacto provocou uma queda e, surpreendentemente, as pernas reagiram com espasmos.
“No começo fiquei muito triste com o acidente porque a minha preparação para a temporada tinha sido afetada e temia não poder estar bem nos Jogos de Londres”, revelou a ex-atleta.
O outro acidente ocorreu em junho e ficou marcado como um momento único. Durante o treino, ela foi atingida por um carro e sofreu danos na medula espinhal. Nessa altura, as pernas voltaram a formigar e em poucos dias ela já podia senti-las.
No primeiro momento, ter a possibilidade de voltar a andar foi um choque.
“Não foi fácil para ela abandonar a possibilidade de competir nos Jogos Paraolímpicos. Tivemos que apoia-la muito para fazer esta transição”, disse André Gatos, chefe da missão paraolímpica da Holanda.
Os resultados dos exames foram tão fora do comum, que todos os médicos que cuidavam de Monique ficaram surpreendidos com o novo quadro.
“Milhares de pessoas tem lesões na medula óssea, cada uma com sensações diferentes no corpo. Mas é incomum poder andar de novo”, o médico John Ridwell, especializado em lesões da medula espinhal na Universidade de Glasgow.
Em julho começou a fazer fisioterapia e em dezembro a ex-atleta se emociona por poder dar seus primeiros passos nesta nova vida.
“Competir foi uma grande paixão. Agora é difícil porque eu preciso encontrar um novo propósito na vida. Mas sei que vou superar”, falou Monique
Nesta nova fase da vida, a holandesa já tem um novo objetivo também:
“Seria um sonho poder participar do Ironman, mas desta vez como uma atleta comum”, finalizou.
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" Na época vi que depois da consulta a minha perna ficou roxa e fria. Dias depois parou de fazer qualquer movimento, e nenhum médico conseguiu explicar-me o motivo", disse Monique.
“A minha família tentou tudo o que era possível para eu voltar a andar. Fomos a dezenas de médicos, mas ninguém percebia o que se passava com as minhas pernas”, comentou.
Depois de um grande período deprimida, tentando adaptar-se a uma nova vida, Monique conheceu o desporto paraolímpico, mais precisamente as corridas de cadeira de rodas e o handcycle (corrida de bicicleta onde se pedala com as mãos).

Aos 15 anos participou pela 1ª vez em competição nessas modalidades.
“Naquela altura o desporto deu-me auto-estima. Aprendi a pensar em possibilidades e não em limitações”, disse ela.
Com o desporto, aprendeu a viver com indepedência, e depois de muito treino conseguiu atingir um dos seus objectivos: a medalha nos Jogos Paraolímpicos de Pequim-2008.
A atleta foi prata nas duas modalidades, sendo que no handcyle o ouro não foi conquistado na prova de 40km de estrada por apenas 0,13s.
Em 2009, ela também se destacou no Havai,na prova do Ironman, como uma das poucas atletas da modalidade paraolímpica a completar a prova.
Esta é uma das provas mais difíceis do mundo e consiste em um triatlo de 3,8 km de natação, 180 km de ciclismo e 42 km de corrida ou seja, o equivalente a uma maratona.
Na temporada de 2010,Monique começou a preparação para os Jogos de Londres, em 2012. O objetivo era deixar a segunda colocação para trás e conquistar dois ouros.
No entanto a concretização deste sonho, deixa de ser possivel.....
Dois acidentes mudaram a vida da atleta.
Um primeiro em março deste ano, quando estava a treinar e uma companheira chocou contra ela. O impacto provocou uma queda e, surpreendentemente, as pernas reagiram com espasmos.
“No começo fiquei muito triste com o acidente porque a minha preparação para a temporada tinha sido afetada e temia não poder estar bem nos Jogos de Londres”, revelou a ex-atleta.
O outro acidente ocorreu em junho e ficou marcado como um momento único. Durante o treino, ela foi atingida por um carro e sofreu danos na medula espinhal. Nessa altura, as pernas voltaram a formigar e em poucos dias ela já podia senti-las.
No primeiro momento, ter a possibilidade de voltar a andar foi um choque.
“Não foi fácil para ela abandonar a possibilidade de competir nos Jogos Paraolímpicos. Tivemos que apoia-la muito para fazer esta transição”, disse André Gatos, chefe da missão paraolímpica da Holanda.
Os resultados dos exames foram tão fora do comum, que todos os médicos que cuidavam de Monique ficaram surpreendidos com o novo quadro.
“Milhares de pessoas tem lesões na medula óssea, cada uma com sensações diferentes no corpo. Mas é incomum poder andar de novo”, o médico John Ridwell, especializado em lesões da medula espinhal na Universidade de Glasgow.
Em julho começou a fazer fisioterapia e em dezembro a ex-atleta se emociona por poder dar seus primeiros passos nesta nova vida.
“Competir foi uma grande paixão. Agora é difícil porque eu preciso encontrar um novo propósito na vida. Mas sei que vou superar”, falou Monique
Nesta nova fase da vida, a holandesa já tem um novo objetivo também:
“Seria um sonho poder participar do Ironman, mas desta vez como uma atleta comum”, finalizou.
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